Sábado foi dia de Planner Summit

Ontem aconteceu o Planner Summit, evento com grandes nomes e cases do mercado trazendo importantes questionamentos e provocações sobre a área.

Uma imersão incrível em conteúdos de qualidade, histórias divertidas, metodologias para aprimorar técnincas e processos e até ação em tempo real.

Compartilho com vocês minhas anotações de cada palestra abaixo, além de um vídeo (compilado dos meus sanps no ana.victorazzi ontem) e imagens, claro 🙂

1. Viviane Jung – W3haus

Daquelas profissionais que impressionam pela quantidade rica de referências, de habilidades e de conhecimento. Em uma apresentação serena, com voz firma ela passou os pilares importantes que um planner deve sempre se manter informado.

  • Música
  • Cinema e Literatura
  • Séries e TVs
  • Arte e Cultura
  • Moda e Estilo
  • Atualidades
  • Internet e Pessoas

Viviane enfatiza que não importa seus gostos pessoais na hora de planejar, tem q saber o que está acontecendo na cultura pop, o que as pessoas querem, gostam e o que isso significa.

As marcas que estão atentas a todos estes temas podem atender a demanda da sociedade antes das outras e isso com certeza é um importante diferencial hoje.

Citando exemplos de campanhas que estão buscando se alinhar a importantes questões atuais, explica que quando estamos vivendo uma grande tendência, pode acontecer o movimento de contra tendencia.

Por exemplo, C&A x O Boticário; ou Old Spice x Axe.

Acredito que o contraste entre as campanhas seja auto-explicativo. Aliás quer acreditar que pelo menos para todos os profissionais da área isso seja óbvio e se não for, com certeza é hora de você rever alguns conceitos, antes que a sociedade engula suas campanhas. As pessoas não vão mais perdoar. Não entendedores não passarão!

2. Felipe Campos – Wonderboom

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“A gente deveria acreditar no impossível com mais frequência”, disse logo de cara, para dar logo um chacoalhão se ainda tivesse alguém sem acordar direito.

Nessa frase já sabia que seria uma excelente apresentação. E foi!

“As marcas deveriam passar a ter PROPÓSITO a longo prazo”, mandou sem medo. Lindo de ler, né?! Faz pensar. Quem pode discordar? Seria uma forma com muito mais sentido para criar campanhas e planejar.

Felipe acredita (e eu concordo) que criativos tem que quetionar, ser rebelde. “Todo muno deveria ser criativo o tempo inteiro, não deveria ter uma área só pra isso”, afirma.

Então, ele manda 3 perspectivas que deveriam permear nossa vida profissional:

  • Carreira: seus chefes são as pessoas que você admira? Em quem você se espelha? Faz sentido trabalhar de 8h a 10h resolvendo os mesmos problemas com as mesmas pessoas? O modelo de trabalho atual faz sentido? Viver para ser promovido faz sentido?
  • Formação: Hoje, você faria os mesmo cursos? A mesma faculdade? Só vôce sente os problemas profissionais da sua área/carreira ou outros conhecidos sentem o mesmo?
  • Indivíduo: Te estimula a ser sempre criativo, experimentar, conhecer?

“Tem muita formação nova acontecendo no mundo. Ser criativo é fazer esse mundo novo acontecer na vida das pessoas”, diz Felipe. “Desde crianças somos ensinados a não ‘viajar’, não ser criativos demais, sendo que deveria ser o contrário. Isso é um crime”.

O profissional defende que todo podemos e devemos ser potências criativas. Que devemos ser inquietos e questionadores. “Não seja inerte, as respostas não vão cair no seu colo. Experimente. Seja confiante. Tenha coragem. Tenha cara de pau, não tenha vergonha”.

Em outra lista, mostra algumas características/ atitudes que devem ser cultivadas para que seja um profissional sempre atualizado e competente:

  • Errar, aprender, seguir tentando.
  • Ser curioso, ter campos de interesse.
  • Criar relações e redes que permitam troca. Aproprie-se de referências.
  • Ser mais open, compartilhar, ser generoso. Trocar.

Por fim, falou de para onde vai o mercado. “Fim das barreira. Não dá mais para limitar as soluções por causa do business da agência.”

  • Barreiras disslolvidas
  • Fragmentação e novas atuações
  • Coletividade e rede
  • Mais especialistas
  • Simplificação de formatos e processos
  • Menos hierarquia, mais horizontalidade

3. Paula queiroz – LOV+360i

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A forma com que o usuário interage com a mensagem e o conteúdo mudou muito e isso afeta diretamente a reação entre consumidores e marcas. “A mensagem nao é mais soberana”, diz.

Como explicar para as marcas que a forma como se troca mensagens no whats afeta o vídeo da sua marca, por exemplo? Social Listen: pratique!

É preciso analisar os dados que existem para descobrir o caminho pelo qual seguir, pois, por exemplo, nem sempre influencers são a melhor opçãoo, podem ser os fãs da marca direto.

Mas você só vai saber isso se estiver prestando atenção.

4. Cleber Paradela – Agência Tudo

Estamos vivendo a fase do “re”. Se reinventar, reaprender, reeducar, até porque, em 9 anos, os millenials serão 75% da população ativa no mundo. “O mundo não esta mudando, já mudou”, lembra.

A maneira de consumir ganhou novas formas. Por exemplo como escutamos música, como vemos filmes, séries, documentários. Até como pegamos transporte. “Ninguém aguenta mais as experiencias convencionais”, conta.

O celular virou uma extensão do corpo humano e não podemos mais ignorar isso. Mas as pessoas ainda são de carne e osso, então ainda querem a experiência.

Agora, cada vez mais as redes sociais vão ser ao vivo e isso implica em atentar para alguns pontos:

  • Perto mesmo de longe: realidade aumentada
  • Modo avião: movimento para desconectar
  • Ressignificacao de lugar
  • Big data

Cleber enfatiza a importância de continuar estudando e não parar nunca. “Pegue, faça, propague, transforme”, diz.

“Você não pode ir no cliente só com o argumento de que é tendência. Tem que levar que não só é trend, mas que vai atender um objetivo muito claro dele, aquilo vai mudar a vida dele naquele momento”, finaliza quando questionado sobre convencer clientes a atuar de novas formas.

5. Laura Kroeff – Bloom Digital

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Uma palestra acelerada por motivos de: muito conhecimento SENSACIONAL para compartilhar em pouco tempo.

Especialista na rte de fazer pesquisa, já fala de cara: “não acredito em planejamento sem pesquisa”.

Leva tempo e é caro, ela sabe que isso desanima empresas em investir nessa etapa, mas mesmo assim, bate o pé e mostra que vale a pena valorizar a pesquisa antes de planejar e colocar uma campanha no ar.

E vamos combinar, isso deveria ser óbvio para qualquer área de atuação, seja comunicação ou não!

Quando questionada qual método ela usa, responde: multimétodo.

Não tem um único método por vez. Cria metodologias próprias para cada necessidade e situação.

“Estude a evolução de tudo. Por exemplo do humor, que não é pensado mais da mesma forma que alguns anos atrás. É preciso estudar, entender, ter referências”, exemplifica. “A gente não deveria fazer as pessoas rirem em cima de preconceitos ou reforcando estereótipos”.

6. Flavia Spinelli – LOV+360i e Flavio Ackel – Mondelez

Como adaptar uma marca global para o Brasil?

Foi sobre isso que os dois palestrantes falaram honestamente. O desafio deles: trazer Oreo para o Brasil.

Esta era a quarta tentativa de ingressar no mercado nacional, foram tr6es falhas. mas como? Afinal, o produto já é conhecido e bem quisto. Mas mesmo assim, falhou. “Não comunicamos muito bem. Não era bem Oreo. Era uma embalagem bem comum”, listou Ackel.

Para a nova tentativa, escolheram os pilares:

  • Força do ícone global
  • Produto superior
  • Portfólio diferenciado
  • História relevante

Passaram então a trabalhar a ideia de “togetherness“. E para isso investiram em personagens que criariam a conexão e relevância na comunicação.

  • Família
  • Avós
  • Tios: nãoo tios literamente, mas aqueles que chamamos de tios e tias.
  • Pais: um pai menos racional e provedor, e mais parceiro.

E então, com tudo pornto, cortaram o budget por 4 o.O

O que fazer agora? Pois isso mudaria tudo o que foi planejado. “Então reslvemos ser mais agressivos e ir logo pras cabeças”, disse Flavia.

Resolveram atuar diretamente com os love amplifiers e atuaram junto a influenciadores. “Ao longo do primeiro ano contamos histórias incríveis que alimentaram o imaginario das pessoas”, conta Flavio.

Para o segundo ano, escolheram seguir no território da imaginação e diversão no Brasil. Chegaram a criar brinquedos com os gostos preferidos dos influencers e os enviaram.

“Só então escolhemos celebridades. Seus ídolos brincando com Oreo, faz com que as pessoas binrquem com Oreo”, explicou Flavia.

Depois nasceram ações que geravam proximidade e reconhecimento, brincando com temas comuns, como o funk ou o casamento para falar da eterna questão, bolacha ou biscoito?

Também investiram bem no que hoje chamamos de #FoodPorn.

Referencia: video da receita de brigadeiro de oreo em camera lenta ao contrario

E nasce a nova campanha deles, que foi seguida de uma ação divertida no auditório: compartilhar momentos com Oreo. ❤

7. Jean Boechat – Talent Marcel

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No único painel em estilo debate, uma conversa franca sobre “com quem você quer falar?”

No papo pessoas de diferentes formações, com contextos pessoais distintos compartilhando como é importante saber lidar com outras pessoas.

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Também falaram sobre organização de pensamento e pessoal. Além de prazo, que é bom e ruim, mas que sempre deve ser respeitado.

8. Gustavo Borrmann – Garage

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Tudo começou quando ele, de tanto estar trabalhando, esqueceu do aniversário da própria mãe. Para tentar compensar, levou ela viajar e deu de presente para ela o óculos que tanto queria, mas que culminou em alguns questionamentos: como minha mãe sabia que a Polaroid vendia óculos? Porque estes óculos? Ela é o público deles, eles trabalham isso?

Então percebeu que as marcas nem sempre estão disponíveis para a realidade das pessoas. Que muitas delas não estão representadas ou incluídas de nenhuma forma. “É hora de trazer novos ingredientes que sejam mais aderentes”, disse. “Precisamos evoluir para além do briefing padrão de idade e classe”.

Gustavo disse que pensar em inclusão é querer muito mais do que criar uma relação da marca com um indivíduo, é  falar com a sociedade. “As pessoas querem se sentir representadas. Vamos falar com idosos, transgeneros e minorias”, defende.

“Você nunca vai fazer nada pra todo mundo. Agregue pessoas através de afinidade.  Se você escolhe se conectar com um público específico, não tem que se importar com as críticas do público que não se encaixa nele”, responde para uma das perguntas feitas.

Também foi questionado em como fazer isso para áreas sempre envolvidas em polêmicas, como o mundo da moda. E ele garante, “dá para dar um passo para frente, mesmo com telhado de vidro”.

Citando exeplos como os sapatos nudes lançados pela Louboutin, ou até mesmo marcas que criaram linhas feitas de garrafa PET, ou criam uma ação para compensar algum outro dano que cause, como recolher roupas para reciclagem, ou para cada peç comprada uma outra é entregue para crianças em situação de risco.

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“Entrar na briga é mais importante que ter medo da pedrada”, finaliza.

9. Laura Chiavone – DM9DDB

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“Num mercado em transformação, adaptação é o novo conceito”, abre sua apresentação.

Suaproposta era mais trazer inquietação e questionamentos do que de fato responde-los. Colocar todo mundo para pensar e refletir.

Por exemplo, com equipes mais enxutas é a grande oportunidade para repensar os papéis. Hora de se reiventar. “Importante as marcas se conectarem com o mundo atual, com o que está acontecendo com ele”, diz.

E as coisas mudam muito rapidamente, então tem que se adaptar. Por isso, planejamento e estratégia nunca tiveram tanta relevância, ainda mais em um contexto tão fragmentado. “Não existe um modelo de planejamento pronto. Existem várias formas de comunicar e o conjunto de algumas delas adaptadas vai ser o modelo ideal para você”, explica.

Ela dividiu um 3 pliares trabalhar com planejamento:

  • Ciência: os dados
  • Arte: o que fazer com os dados
  • Fé: acreditar no que faz

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“Planejamento é o encontro do que as pessoas querem saber com o que as marcas querem contar”, salienta.

Laura acredita que a produção linear está com os dias contados, que o futuro é em espiral.

Agora o vídeo com os snaps que prometi:

E mais fotos:

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Porque todo evento que se preze tem que ter 😀

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Gabi, a anfitriã

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Selfie com a platéia

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Preisando de alguém para fazer cobertura de evento nas redes sociais e conteúdo online? Entre em contato comigo aqui!

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2 comentários sobre “Sábado foi dia de Planner Summit

  1. Oi Ana, parabéns pela excelente cobertura do evento, eu estava procurando algumas referências e encontrei aqui.

    Você se lembra de um vídeo dos anos 80 que vimos em uma das palestras, acho que era da wolksvagem, onde um rapaz estava regando o jardim e ficava sonhando, etc, vc sabe onde encontro este vídeo?

    Mais uma vez parabéns!!

    Douglas Vidal

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