Redes móveis do Brasil não estão preparadas para explosão de vídeo móvel

Um estudo realizado pela Skyfire, concluiu que mais da metade (52%) de todos os vídeos assistidos através das redes 3G no Brasil frequentemente sofrem de problemas como travamento e recarregamento (buffering), frustrando usuários, muitos dos quais desistem de assistir ao material.

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Para realizar a pesquisa, a Skyfire combinou seus dados globais sobre o volume de vídeos móveis trafegando pela rede e dados de uma pesquisa sobre largura de banda realizada pela OpenSignal, empresa especializada em redes sem fio, usando o mês de setembro de 2013 como referência para avaliar as redes brasileiras.

Os resultados também revelam que 89% de todos os vídeos transmitidos por várias redes 3G parou durante a reprodução para recarregar o conteúdo, indicando que as operadoras brasileiras precisam de soluções flexíveis e urgentes, que preparem sua redes para eventos como a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas de 2016, que serão sediadas no país.

Os dados também mostram que, em redes 3G do Brasil, mais de 40% de todos os vídeos foram transmitidos a uma taxa abaixo de 300 Kbps, uma velocidade muito baixa para a reprodução de vídeos em dispositivos móveis. Nesse tipo de equipamento, um vídeo em alta definição requer cinco ou dez vezes mais largura de banda, e vídeos muito populares de aplicativos como Vine e Instagram utilizam uma taxa de bits muito maior (900-1300 Kbps), e, por esse motivo, a reprodução frequentemente demora muito para começar – situação também frustrante para o usuário.

O desempenho das redes 2G do Brasil foi ainda pior. Mais de 70% de todos os vídeos reproduzidos via redes 2G sofreram muitas paradas (quando o tempo necessário para carregar o vídeo representa 10% ou mais do tempo total de reprodução) e mais de 94% dos vídeos pararam durante a reprodução para recarregar o conteúdo.

Essas novas informações são importantes por que o Brasil se encontra em uma posição inédita em relação ao consumo de vídeos em dispositivos móveis. O Brasil é o quarto maior mercado global em vendas de smartphones. Os brasileiros também adoram vídeos e a transmissão de vídeos OTT (over-the-top) em smartphones está crescendo muito.

De acordo com o Índice de Rede Visual, produzido pela Cisco, o tráfego de dados móveis no Brasil deve atingir o imenso volume de 251.518 terabytes de dados por mês até 2017, com vídeos móveis representando 72% desse consumo. Em comparação, até 2017 os vídeos móveis devem representar 66% de todo o tráfego de dados móveis no resto do mundo.

“A Copa do Mundo FIFA 2014 será realizada no Brasil e deve impulsionar ainda mais a demanda por vídeo em dispositivos móveis. Por esse motivo, as operadoras brasileiras não têm muito tempo para ampliar a capacidade das suas redes e estão sob pressão para encontrar soluções mais eficientes”, diz Jeff Glueck, vice-presidente executivo de Soluções para Operadoras da Opera Software.

 

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