Bertha Rosanova deixa um legado e muita admiração
ANA CAROLINA VICTORAZZI
Em 31 de agosto de 1930 nascia Bertha Rosanova, minha conterrânea santista.
Sua trajetória profissional iniciou-se aos 8 anos, quando ingressou no curso de balé da Escola Oficial de Dança do Teatro Municipal do Rio e, precocemente, aos 13 passou a integrar parte do corpo de baile, encenando a ópera “Fausto”, de Gounod.
Na década de 40 ganhou seu primeiro prêmio como revelação e chega ao posto de primeira-balarina do Municipal, apresentando-se como protagonista de “Quebra-Nozes”, de Tchaikovsky. Permaneceu em tal posição até 1960, quando então passou a ensaiadora.
Recebeu também o prêmio Nijinsky e a Medalha Pedro Ernesto.
Sob direção da russa Eugênia Feodorova, Bertha estrelou “O Lago dos Cisnes”, primeira vez que o balé foi montado em sua versão completa (4 atos) na América Latina. Por tal trabalho tornou-se a única brasileira com o título de primeira-bailarina absoluta.
Ontem, 13 de outubro de 2008, o mundo ficou menos musical e dançante com a partida deste ícone nacional da dança. Aos 78 anos, um câncer fez com que os fortes traços de Rosanova ficassem serenos.
O enterro foi no Rio de Janeiro, no Cemitério Israelita de Vilar dos Teles, em São João do Meriti. Rosanova deixou um legado.
