Dos tribunais para o artesanato
ANA CAROLINA VICTORAZZI, MARINA LOPES, MIRELLA FONZAR
(Trabalho apresentado no 2º semestre do curso de jornalismo)
Quarta-feira, dia 8 de março, comemorou-se mais um dia internacional da mulher, data em que as pessoas se lembram do valor e da garra feminina ao longo desses anos, trabalhando, cuidando, zelando e embelezando vidas.
Um exemplo disso é a artesã Solange Moura, de 31 anos. Essa paulistana tem por opção de vida a independência financeira e pessoal. Solteira e sem filhos, não segue os padrões impostos pela sociedade, em que uma mulher deve ter como objetivo casar e procriar.
Ao perder seu emprego de promotora, cerca de 3 anos atrás, Solange passou a dedicar-se a uma nova atividade, a pintura em tecidos e viver com a venda destes, sendo seu público alvo o feminino. Aos poucos foi montando sua confecção, participando de feiras – como a de Embu das Artes – e, também, vendendo informalmente na rua.
Muito esclarecida sobre a importância feminina ela declarou que a mulher ganhou muito espaço devido a sua dedicação e paciência, “o homem tem a força física, mas a mulher uma força emocional maior”. Acredita, porém, que essa data, como muitas outras, tornou-se comercial e perdeu seu real significado.
Comentou os benefícios de ser mulher – ser mãe e desfrutar de privilégios estéticos – e da separação que ainda existe entre sexos, divisão essa que não parte apenas de homens, mas das próprias mulheres, por elas terem sido criadas em uma sociedade machista, mas a tendência é que isso mude com o tempo, como já vem ocorrendo.
Solange tem como exemplo de vida sua mãe, sobre quem disse ser “uma mulher de garra que corria atrás do que queria e criou quatro filhas”.
Seu trabalho – batas, vestidos, saias e camisetas masculinas – pode ser visto e adquirido as quartas, quintas e sextas a partir das 14:00 h na rua Maria Antônia, em frente ao restaurante “The Joy”, o preço varia entre R$ 20,00 e R$ 40,00.
