Protestantes desafiam autoridades chinesas durante jogos

24 Setembro, 2008 at 6:40 pm (Outros)

(Trabalho apresentado no 5º semestre do curso de Jornalismo para a matéria de Psicologia)

ANA CAROLINA VICTORAZZI

E o ninho do pássaro iluminou-se após um vôo em direção a tocha olímpica”, narrou o jornalista sobre a cena da abertura dos jogos de Pequim, protagonista das Olimpíadas de 2008. Com diversas obras, exibição de muita tecnologia, o país escolhido para sediar esse evento surpreendeu o mundo com a infra-estrutura oferecida em tão pouco tempo. Tais fatos mostram a crescente economia chinesa e sua importância na política internacional vigente.

Nesse clima de harmoniosa competição um assunto é violentamente reprimido, as ações pró-Tibete. Muitas prisões, incluindo a de estrangeiros, bloqueios de mais de 50 sites, repressão a liberdade da imprensa, a China não demonstra a menor intenção de negociar ou, simplesmente, agir com mais prudência. “Quem não ama a pátria é traidor”, disse um repórter chinês durante confusão a respeito de uma foto dele junto à bandeira tibetana.

Contudo, mesmo com cem mil policiais às ruas, alguns protestantes conseguiram estiar uma bandeira do movimento em frente ao estádio principal, além da colaboração de outras localidades como a Bélgica, Londres, Rio, entre outras, para ajudar na repercussão da luta tibetana. Lembrando que em Paris tais manifestações foram proibidas.

Pouco se sabe das ações pró-Tibete na China ao longo desses dias de jogos, pois são intolerantemente abafados, incluindo até detenções de jornalistas que queriam abordar o tema. Mais de 15 chineses foram presos por tentarem conseguir autorização para protestarem.

Continuamos insistindo com o governo Chinês sobre o compromisso em favor da liberdade de expressão”, declarou o porta-voz do Ministério Britânico das Relações Exteriores após a prisão de uma turista inglesa de 41 anos e simpatizante do movimento.

A briga existe há séculos, porém desde o começo desse ano os conflitos agravaram-se, causando a morte de mais de 400 tibetanos. No dia 10 de março comemorava-se o 49º aniversário do levante em Lhasa, causadora do exílio de Dalai Lama, quando as tropas chinesas interromperam-na com agressões aos participantes.

Os chineses não reconhecem a independência da região do Himalaia, que por sua vez tem atuado autonomamente desde 1963. Porém, somente em 1989 o mundo tomou conhecimento desse conflito com o episódio do massacre na Praça da Paz Celestial.

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